Quarta-feira, Junho 03, 2009

Ainda em pausa

Desculpem, mas o momento é de muitas mudanças.
Andei com sérios problemas de saúde, estou retornando ao Brasil.
Volto à Bahia e à minha inspiração.
Mais um pouco de paciencia e retorno como novos posts.

falta pouco.

até já

Regaraujo

Domingo, Fevereiro 08, 2009

Pausa

Estou neste momento pensando na reformulação deste blog. Por isso está sem postagens atualizadas. Estou concluido um projeto de site pessoal que pretendo haver uma integração entre este blog e o site.
Podem ir já dando uma conferida no site, (aviso que ainda está em construção) em www.regaraujo.co.uk.
quem quiser ajudar com idéias, agradeço.

Reginaldo Araujo

Terça-feira, Outubro 28, 2008

Vladimir Maiakovski


Um dos principais integrantes do movimento futurista em seu país, Maiakovski distinguiu-se como o mais ousado renovador da poesia russa no século XX.

Aparentemente retórico e essencialmente prático, foi dos primeiros poetas a usar um vocabulário destituído de aura estética, urbano, cotidiano, com o qual soube, no entanto, expressar-se em metáforas brilhantes e de meticuloso tratamento artesanal.

Vladimir Vladimirovitch Maiakovski nasceu em 19 de julho (7 de julho no calendário juliano) de 1893 na Geórgia, então Império Russo. Bagdadi, sua cidade natal, chamou-se Maiakovski durante o período soviético. Após a morte do pai, em 1906, mudou-se com a família para Moscou. Em 1908, filiou-se ao partido bolchevique.

Participou da elaboração do primeiro manifesto futurista russo e tornou-se uma das mais representativas figuras do movimento. São dessa fase os poemas "Oblako v shtanaj" (1915; "A nuvem de calças") e "Fleitapozvonotchnik" (1916; "A flauta de vértebras") de alta substância lírica.

Após a revolução de 1917, Maiakovski colaborou com o governo na criação de lemas revolucionários. Depois de sustentar que "não há conteúdo revolucionário sem forma revolucionária", contribuiu para exaltar os valores da nova ordem política com uma obra poética em que usava, cada vez mais, recursos modernos como a sintaxe fonética e visual (em que as palavras se relacionam mais por suas equivalências sonoras e por sua localização gráfica na página do que por seus valores gramaticais), as rimas encadeadas ou a repetição de consoantes fortes com intenção percussiva.

Entre os exemplos da poesia engajada que produziu nesse período estão os poemas "150.000.000" (1920), que tem como tema o confronto entre o mundo novo e o velho, e "Oktiabr" (1927, "Outubro"), em comemoração ao décimo aniversário da revolução.

O poeta escreveu várias peças teatrais, sempre ligadas a sua produção lírica, como Klop (1929; O percevejo) e Bania (1930; Os banhos), e também roteiros para cinema. Empregou ainda, como meios de expressão, o desenho, a caricatura e o cartaz.

Suas inovações estéticas, todavia, trouxeram-lhe um conflito crescente com as autoridades stalinistas, e Maiakovski, depois de escrever um de seus melhores poemas, Vo Ves Golos (A plenos pulmões), suicidou-se em Moscou, em 14 de abril de 1930.


©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.



E Então Que Quereis?...


Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.

Terça-feira, Outubro 21, 2008

Amor

Maior amor esse
Incontrolável, dominador
Toma-me por seu
Possue-me
Devora-me
Arrasa construções lógicas da razão

Tempestuoso
Só o acalma, o beijo
A leve brisa torna
Doce, ameno
Nos teus afagos

24-05-2001

Reginaldo Araujo

Quinta-feira, Outubro 16, 2008

POETAS DE AMANHÃ


Poetas de amanhã: arautos, músicos,
cantores de amanhã!
Não é dia de eu me justificar
e dizer ao que vim;
mas vocês, de uma nova geração,
atlética, telúrica, nativa,
maior que qualquer outra conhecida antes
- levantem-se: pois têm de me justificar!

Eu mesmo faço apenas escrever
uma ou duas palavras
indicando o futuro;
faço tocar a roda para a frente
apenas um momento
e volto para a sombra
correndo.

Eu sou um homem que, vagando
a esmo, sem de todo parar,
casualmente passa a vista por vocês
e logo desvia o rosto,
deixando assim por conta de vocês
conceituá-lo e prová-lo,
a esperar de vocês
as coisas mais importantes

Walt Whitman